domingo, 10 de novembro de 2013

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SEPULTURA: “The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart” (Resenha)


The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart“ – Sepultura

Muitos rótulos acompanham o Sepultura ao longo de sua vitoriosa carreira. Entre as bandas brasileiras mais aclamadas no Brasil e fora de nosso país, sendo também criticada dentro e fora do Brasil. É mais ou menos assim que o Sepultura vem trilhando seu caminho no mundo do metal; isto é ruim? – definitivamente não, e não tem afetado em nada o trabalho dos caras, além do mais para aqueles que fazem heavy metal provavelmente a última coisa que passa pela cabeça é querer agradar a todos.

Sepultura, carreira consolidada, músicos renomados, profissionais competentes reflete uma banda que não precisara provar nada a ninguém em qualquer canto do planeta, certo? Errado! Se tem um gênero onde se desdobrar e provar sempre, é lei, este é o heavy metal, e isto se estende a bandas renomadas e tradicionais, mainstream como o Sepultura, que além deixar evidenciada  sua qualidade a cada disco ainda tem de suportar fanatismos de saudosistas que amam a antiga formação da banda (daí parte a dúvida, amam a antiga formação desde quando? Se desde que eu conheço o Sepultura ainda com Max, a banda já sofria com críticas de alguns).

Indo ao que interessa, o Sepultura atual acaba de lançar seu novo trabalho oficial, trata-se de “The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart“ (Nuclear Blast Records), e temos certeza que todos irão comprar este disco. O título um pouco longo, de cara faz pensar, concordar ou discordar sobre deixar ou não o coração como o mediador de nossos atos, seja como for -  é um bom título. Um ponto marcante e que caiu bem para este longo título foi a arte da capa, criada pelo brasileiro Alexandre Wagner, inconfundível! Olhamos e sabemos, é Sepultura!

Produzido por Ross RobissonThe Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart“ trás 10 faixas que viajam pelo Death / Thrash Metal, chegando a surpreender com ar extremamente doom, como na faixa “Grief”, ...é insana, ...uma viagem!;  e tudo começa com “Trauma of War”, e sua  introdução razoável e silenciosa que logo é demolida por uma cascata impressionante de riffs e uma avassaladora performance da bateria de Eloy Casagrande (a bateria por sinal é ponto alto e destaque máximo em todo o disco), que após ouvirmos repetidamente, em um âmbito geral, é composto por bons riffs, pesados e rápidos de Andreas Kisser, vocais guturais, limpos, devastador, gritado, melancólico e intenso de Derrick Green (como é tão injustamente chutado este rapaz), ele é dotado de uma técnica vocal impressionante que ficou nítida em todo álbum, encaixando-se perfeitamente com bateria, baixo e guitarra, Derrick foi excepcional nas principais faixas, e até naquelas mais irregulares, o cara fez a diferença e manteve o "Up" do CD.

Quando a viajem chega até a faixa “Impending Doom” podemos notar claramente o quanto o Sepultura é profissional, a música é um hit, sem dúvida, é arrastada, pesada, uma demonstração brilhante de como a banda se internacionalizou musicalmente. A faixa é cadenciada, uma ‘puxada de ar’ bem no meio do disco, um dos pontos mais fortes de “The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart“, ao lado de “The Vatican”, uma verdadeira pancadaria thrash metal daquelas que ouvimos por consecutivas vezes.

Lembram das faixas irregulares do disco que citamos acima, pois bem, citarei brevemente elas, “Manipulation of Tragedy”, uma volta ao passado, e regressar no metal é algo não muito aconselhável, sendo um disco novo, é bom ouvir coisas novas, o que não acontece com esta faixa; “Tsunami”é uma canção que não conseguiu se aproximar do nível das quatro faixas que abrem o disco, acabou soando diferenciada, irregular demais. “The Bliss of Ignorants” é outra que de início parecia ‘cair na mesmice’, mas, foi parcialmente salva pelo excelente refrão conduzido aos gritos por Derrick e a marcante presença de Eloy Casagrande, aliás, aqueles que gostam de bateria extremamente cadenciada poderão adorar esta faixa, ao contrário do meu gosto. Continuando a viajem chegamos até “The Age Of The Atheist”  e “Obsessed” que estão a quem de todo o restante do álbum, novamente alguns detalhes podem ser considerados, como novamente os vocais de Derrick e os solos de Andreas Kisser (mas, as duas faixas são cansativas), esta última ainda contou com a participação especial de Dave Lombardo (ex-Slayer).

Finalizando a análise de “The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart“ satisfeito no contexto geral com este disco, que apesar de irregular, nos apresentou algumas obras fabulosas que só as grandes bandas são capazes de construir. Detalhe, este foi o melhor álbum que já ouvi do Sepultura.

Nota 8.0 / 10

Tracklist:
01. Trauma of War
02. The Vatican
03. Impending Doom
04. Manipulation of Tragedy
05. Tsunami
06. The Bliss of Ignorants
07. Grief
08. The Age of the Atheist
09. Obsessed (com participação de Dave Lombardo)   
10. Da Lama ao Caos (Cover de Chico Science & Nação Zumbi)

Nuclear Blast Records

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