quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

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Poema de Allan Poe: O Vale da Inquietude

O Vale da Inquietude 

Dantes, silente vale sorria.
Era um vale onde ninguém vivia.
Haviam todos partido em guerra,
deixando os doces olhos de estrelas
noturnamente velarem pelas
flores formosas daquela terra,
em cujos braços, dia após dia,
a luz vermelha do sol dormia.
Não há viajante que, hoje, não fale
Sobre a inquietude do triste vale.
Lá, agora, tudo é só movimento,
Exceto os ares, pensando, adustos,
nas soledades de encantamento.
Ah! nenhum vento move os arbustos
que vibram como as ondas geladas
em torno às Hébridas enevoadas!
Ah! nenhum vento essas nuvens guia,
Murmurejantes, nos céus insanos,
e que se arrastam, por todo dia,
sobre violetas, que alguém diria
serem milhares de olhos humanos,
e sobre lírios, de haste pendida,
chorando em tumba desconhecida,
tremendo; e sempre caem, com o perfume,
gotas de orvalho do flóreo cume,
chorando; e desce, nas hastes frias,
um pranto eterno de pedrarias.


Poema de Edgar Allan Poe 

5 comentários:

†Lady Bloodykiss† disse...

Edgar Allan Poe eh o cara! parabéns pelo blog!

Dellone disse...

†Lady Bloodykiss† concordo contigo Lady
Lord Allan Poe é o Genial!
Agradeço pelo elogio ao "Silence", é um grande prazer vê-la por aqui e espero vê-la sempre!

Gabriel B. disse...

Muito muito bom. Edgar como sempre muito bom!

Doce Vermilion

Dellone disse...

Agradeço sua ilustre visita lord Gabriel B.
______
Somos pessoas de grande sorte em poder
ler as belas obras de Allan Poe.
______

Bom vê-lo por aqui!

CARLA FABIANE... disse...

TEMOS ESSE VALE EM NÓS!
BEIJOS♥

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