terça-feira, 22 de novembro de 2011

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Marcas Eternas


O Tempo não foi generoso comigo, nem ao menos amigo; 
Não posso culpá-lo somente, não há súplicas que serão ouvidas,
Tão forte para esquecer, tão breve para morrer
Tão difícil para seguir, tão doloroso saber
Até o fim de minha vida irei sentir,
O arrependimento que me faz companhia;


Dia perfeito para chover, dia perfeito para chorar
Antes que esteja em tempos de findar, digno de lágrimas
Minha alma ei de deixar, tão difícil acreditar, 
Antes do cair da última luz, Tão difícil enfrentar; 
Novamente aqui, Abraçando meus demônios, meu fardo
Triste lar, Flores mortas e um penoso Silêncio;
Dor! Triste lar onde não vivi, onde não os vi.

Os rastros pelo assoalho úmido, vazia vida!
Ainda há um velho chapéu na parede coberto pelo mofo;
O tempo não foi generoso comigo
Anos tentando fugir de sonhos que não vi!
Da vida que não vi, vivendo a morte que escolhi,
Ao caminhar pela casa, num instante pude relembrar
De quando meu rosto não tinha tantas marcas;

Meu lar! Não igual, mais meu lar!
Os verei novamente? Tão difícil acreditar
Que o “nunca” seja única resposta que os anjos podem me dar;
Num antigo berço, numa pequena poltrona
Num rabisco na parede, no assoalho quebrado
Tudo vivido, tudo lembrado e ainda vivi em mim;
Os verões passados! Não cheguei a brindar
Em tempos de tinta fresca, o cheiro e os abraços
De primavera não pude festejar.

Cego, inconscientemente construí minha solidão.
Quisera eu, ser apenas um menino para brincar,
Sorrir e por outro caminho seguir
Afasta-te de mim tristeza, devolva-me os frutos
Que estavam aqui!
Antes da última gota desta chuva cessar
Minha alma há de parar de sangrar;

Por esta porta não ei de entrar, as chamas da dor
Está a me queimar, solte-me demônio, eu conheço
O meu penar! As chamas queimam por eu ali não estar;  
Era noite, aos gritos veio um adeus, e este reino solitário fui construir;
Quisera eu ser um menino para outros caminhos seguir!
Sonhos ignorei, festejei junto aos ventos
E com meus pecados brindei;

 Ao regressar pude sentir, minha alma entrou em prantos
E neste estado ainda estou a seguir,
Entre a fumaça e a morte, Frente a frente com meu demônio
Que desde então, a mim sorri.

Escrito por: DELLONE

8 comentários:

wellerson ( Silva-Kun ) disse...

UAAAAU , gostei de mais... parabens...

Abraços Solitarios
de
http://alone--again.blogspot.com/

Anônimo disse...

Me passou uma sensação forte de arrependimento e saudade... Eu adorei...

Carpe Noctem~
http://mohhomes.blogspot.com

Gabriel B. disse...

Épico

Lady... Jozzy Black Heart disse...

Seus posts estão cada vez melhores Lord...
Meus PARABÉNS!

☤ ĹÁÐŶ... ßĹÁČĶ ℋΞÁℛŤ.. ☤

Anônimo disse...

adorei ta mt lindo

Unknown disse...

Agradeço a todos pelos elogios!
São sempre membros de honra aqui no "Silêncio".

Anônimo disse...

LINDO, adorei!
Olá, muito obrigada pela visita e pelo comentário. Gostaria muito de fazer parte do grupo mas eu deixei de usar o faceboo, mas seria realmente um prazer poder participar.
Segui de volta e realmente os poemas aqui são LINDOS!

Unknown disse...

Agradeço sua ilustre presença por aqui srta Vassileva ...
Pena que não usa mais o Face, adoraria que
participasse de nosso Grupo.
será sempre muito bem vinda por aqui!

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